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Estudantes indígenas participam de oficina no TRT-PI para criação de cartilha em linguagem simples

A atividade integra o cronograma do Entre Rios Lab e surgiu a partir de demanda da Secretaria-Geral da Presidência (SGP).

Fotografia com a presença de diversas pessoas ao redor da bandeira ''Ceti Indígena'' representando a participação dos estudantes indígenas.

28/4/2026 - Alunos do Centro de Ensino de Tempo Integral (Ceti) Oka Ka Inaminanoko visitaram o Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região (TRT Piauí), na manhã desta terça-feira (28/4). Durante a programação, conheceram o Centro de Memória, Vivências e Cultura (Cmevic), visitaram a 2ª Vara do Trabalho de Teresina e participaram de uma oficina voltada à construção de uma cartilha em linguagem simples, desenvolvida pelo Laboratório de Inovação Entre Rios Lab.

Os 12 estudantes, das etnias Warao e Guajajara, conversaram com a juíza Alba Cristina da Silva, titular da 2ª Vara do Trabalho e autodeclarada indígena. A magistrada destacou a importância da representatividade e da aproximação entre o Poder Judiciário e as comunidades indígenas.

“Foi um prazer inenarrável receber esses estudantes. Mesmo com a ascendência indígena, a sensação que tenho é de que os povos originários ainda não recebem o valor e a importância que realmente têm. Por isso, a iniciativa do TRT de elaborar uma cartilha e aproximar essa comunidade de nós, ao mesmo tempo em que nos aproximamos dela, é louvável”, afirmou.

A cartilha, que está em fase de produção pelo Laboratório de Inovação do TRT Piauí, terá cerca de 30 páginas com informações sobre a Justiça do Trabalho, orientações sobre como acionar o órgão, direitos e deveres de empregados e empregadores, alertas sobre trabalho escravo, além de curiosidades, como palavras indígenas e conteúdos acessíveis em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Durante a oficina, os jovens participaram de dinâmicas conduzidas pela chefe do laboratório, Kaplann Ribeiro Moura, com atividades de criatividade e avaliação do material. O diretor do Ceti, Genilson Penha, da etnia Tabajara, ressaltou a importância da experiência e da troca de conhecimentos promovida durante o encontro.

“Para mim, foi muito importante participar da construção desta cartilha, pois foi uma troca de conhecimentos. Nós nos sentimos acolhidos de todas as formas. Observamos a preocupação em construir esse material ouvindo quem tem pertencimento, e nada melhor do que nós, indígenas de várias etnias do Piauí, para contribuir”, destacou.

A estudante de Direito Hayra Ywyra, da etnia Guajajara, também avaliou positivamente a visita ao Tribunal e a oportunidade de colaborar com o projeto. Segundo ela, é fundamental que estudantes do ensino médio participem de iniciativas que ampliem o conhecimento sobre a Justiça do Trabalho.

“É muito importante para o nosso povo ter acesso a esse conhecimento, para que possamos buscar nossos direitos de forma mais simples e continuar participando dessa construção coletiva”, pontuou.

Também participaram da atividade o juiz auxiliar da Presidência e coordenador do laboratório, Gustavo Lima Martins; o secretário-geral da Presidência, Elvio Araújo; e o secretário de Governança e Estratégia, José de Anchieta Araújo.

Agora, a cartilha passará por ajustes com base nas sugestões apresentadas pelos estudantes e, posteriormente, será impressa e distribuída.

 

Fonte: TRT da 22ª Região 

 


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