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null Justiça do Trabalho está na vanguarda da inovação e inteligência artificial

De acordo com estudo da FGV, que analisa projetos de inteligência artificial do Poder Judiciário, Justiça do Trabalho tem dez projetos em diferentes fases de implementação

Ilustração de conexões em redes tecnológicas

Ilustração de conexões em redes tecnológicas

22/02/2021 - A Justiça do Trabalho possui dez projetos de inteligência artificial em diferentes fases de implementação. O levantamento consta do relatório da primeira fase da pesquisa “Inteligência Artificial: tecnologia aplicada à gestão dos conflitos do âmbito do Poder Judiciário brasileiro”, desenvolvida pelo Centro de Inovação, Administração e Pesquisa do Judiciário (CIAPJ) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O estudo realizou um levantamento sobre o uso de inteligência artificial em tribunais da Justiça estadual, federal e trabalhista, buscando identificar os projetos existentes e suas respectivas funcionalidades, bem como o impacto produzido pelo uso de inteligência artificial.

Eficiência e inovação

No Tribunal Superior do Trabalho (TST), foram citados o sistema Bem-te-vi, criado para facilitar a gestão de processos nos gabinetes dos ministros e já implementado no órgão desde 2018, e os sistemas de voto assistido e triagem virtual, ainda em desenvolvimento. Entre os Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs), receberam destaque os sistemas de análise preditiva em conciliações, sentenças e acórdãos do TRT da 1ª Região (RJ); a clusterização de processos do TRT da 4ª Região (RS); o sistema Gemini de agrupamento de recursos ordinários, conduzido pelos TRT das 5ª (BA), 7ª (CE), 15ª (Campinas/SP) e 20ª (SE) Regiões; o B.I. do TRT da 11ª Região (AM/RR); e o Concilia JT, do TRT da 12ª Região (SC).

O secretário de tecnologia da informação e comunicação do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), Luiz Garcia, explica que o uso de inteligência artificial possibilita realizar as tarefas de maneira mais rápida, trazendo celeridade para a tramitação processual. “O uso dessas iniciativas de inteligência artificial traz  agilidade para o gerenciamento dos processos”, disse. “Por isso, é fundamental que a Justiça do Trabalho continue investindo em tecnologia e em soluções de informatização, como as aplicações de inteligência artificial, para manter e aumentar a produtividade em todas as instâncias”, completou.

Inteligência artificial

Em uma definição simples, a inteligência artificial permite que sistemas simulem uma atividade cognitiva humana, realizando tarefas e padrões, como atividades de reconhecimento de uma determinada matéria ou peça processual. Assim, tarefas feitas por humanos passam a ser realizadas por algoritmos computacionais, possibilitando uma redução do tempo e aumento na produtividade.

O relatório da FGV apresenta que, em outros ramos do Judiciário, há sistemas que identificam assuntos dos processos de forma automática, extraem referências legislativas e jurisprudências, além de identificarem acórdãos similares, entre outros. Nas considerações finais, o documento destaca que a inteligência artificial “vem sendo tratada como a grande aliada do aumento da produtividade do Poder Judiciário brasileiro” e que “não há dúvidas de que a tecnologia pode tornar a justiça mais efetiva e com mais qualidade”.

(VC/AJ)

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