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Voltar Justiça do Trabalho apresentou índice de desempenho de sustentabilidade médio de 58,2% em 2020

Os dados fazem parte do 5º Balanço da Sustentabilidade do Poder Judiciário do Conselho Nacional de Justiça

Usina fotovoltaica no edifício-sede do TST e do CSJT

Usina fotovoltaica no edifício-sede do TST e do CSJT

13/8/2021 - A Justiça do Trabalho apresentou índice de desempenho de sustentabilidade (IDS) médio de 58,2% em 2020. O número foi obtido a partir da média dos índices individuais dos 24 Tribunais Regionais do Trabalho e do Tribunal Superior do Trabalho, divulgados no 5º Balanço da Sustentabilidade do Poder Judiciário do Conselho Nacional de Justiça no fim de junho.

O IDS combina vários indicadores: consumo de energia, água, água envasada descartável, telefonia fixa e móvel, papel e energia e copos descartáveis; número de usuários por veículo; destinação de material para reciclagem em relação à força de trabalho total; quantidade de impressoras; e participação relativa em ações de qualidade de vida, ações de capacitação ambiental e ações solidárias. Quanto mais próximo de 100%, melhor o resultado.

“A Justiça do Trabalho tem, entre suas variadas missões institucionais, a promoção à sustentabilidade. Esse modelo, inclusive, é uma das bases do plano estratégico do órgão para o ciclo 2021-2026, que está alinhado com a Agenda 2030 das Nações Unidas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, disse a presidente do TST e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), ministra Maria Cristina Peduzzi. “Além de celebrar números que mostram uma efetiva redução do uso de recursos ambientais e econômicos, também vale destacar o empenho de toda a instituição em se tornar uma Justiça cada vez mais moderna com a adoção de mecanismos tecnológicos na jurisdição e na administração pública”, completou.

Atuação sustentável

Entre os destaques da publicação, a Justiça do Trabalho aparece como o ramo do Judiciário com maior redução no gasto de papel (72%), menor consumo per capita de copos descartáveis (0,6 resmas por pessoa) e maior redução na quantidade de impressões (73%). O consumo de água mineral envasada também foi reduzido em 98,7%. Outros itens em que houve redução foram os gastos com telefonia móvel (18,6%), energia elétrica (33,8%) e água e esgoto (45%).

Nas considerações finais, o relatório aponta que a adoção do teletrabalho no Judiciário em 2020, como medida decorrente da pandemia da covid-19, afetou a série histórica de gastos e de consumo de insumos, com redução de 35% na despesa com água e esgoto, de 28% na despesa com energia elétrica e de 60% nas despesas com garrafas de água mineral e copos descartáveis, considerando todo o Poder Judiciário. Na Justiça do Trabalho, ao analisar a série histórica, os consumos de papel, água, esgoto, descartáveis e energia já apresentavam queda desde 2015.

Destaques regionais

No ranking individual, ocuparam as primeiras posições o TRT da 17ª Região (ES), com IDS de 72,9%; o TRT da 18ª Região (GO), com 71,8%; e o TRT da 4ª Região (RS), com 69,4%. Primeiro lugar no ranking IDS da Justiça do Trabalho, o TRT da 17ª Região, por exemplo, apresentou metade do consumo de energia elétrica de tribunais com o mesmo espaço em metros quadrados.

O presidente do TRT da 17ª Região (ES), desembargador Marcello Maciel Mancilha, explicou que o tribunal tem buscado se humanizar e incorporar à sua cultura organizacional ações pertinentes à gestão socioambiental que garantam a conservação do patrimônio natural do Espírito Santo, do Brasil e da Humanidade. “A adoção da sustentabilidade como um valor pelo TRT-17 vai além das questões ambientais. É uma forma de aliar a missão de nossa instituição com o bem-estar de nossa comunidade”, afirma. “Uma gestão pública sustentável gera economia através da inovação e tem na eficiência uma consequência natural. Nosso maior benefício também é realizar, como instituição, as escolhas necessárias para cumprir nossa missão e melhorar a vida das pessoas, agora e no futuro”, completou.

(VC/CF/AJ)

Rodapé Responsável DCCSJT