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CSJT debate segurança cibernética e modernização do PJe em encontro nacional com equipe técnicas

Evento reúne cerca de 100 servidores de tecnologia no TST, em Brasília, para discutir integração de sistemas, uso de IA e proteção contra ataques digitais.

Foto da juiza Brenna falando para os servidores que cuida do PJe na Justiça do Trabalho

 

28/5/2026 - Servidores de tecnologia de Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) de todo o país estão reunidos em Brasília para o Encontro Nacional de Infraestrutura e Desenvolvimento do PJe 2026. Promovido pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), o evento, que segue até 29 de maio, busca alinhar estratégias nacionais de segurança cibernética e modernização do Processo Judicial Eletrônico (PJe).

Durante a abertura do encontro, representantes do CSJT defenderam um maior alinhamento entre os TRTs para garantir ainda mais estabilidade, eficiência e segurança aos serviços digitais oferecidos à sociedade.

Confira mais fotos do evento no Flickr do CSJT.

Agilidade contra ataques cibernéticos

A juíza auxiliar da presidência do CSJT Francisca Brenna Vieira Nepomuceno chamou a atenção para a rapidez de atuação dos criminosos digitais, cenário que exige respostas imediatas e comunicação integrada entre os tribunais. 

Segundo ela, um invasor consegue realizar atualmente um movimento de lateralização (técnica usada para acessar diferentes sistemas dentro de uma mesma rede) em apenas 29 minutos. “Se houver demora para comunicar que algo estranho foi identificado, o ataque poderá já ter alcançado vários outros sistemas da Justiça do Trabalho”, alertou.

Padronização e apoio técnico

O secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do CSJT, Antônio Francisco Morais Rolla, ressaltou a importância de os tribunais seguirem diretrizes nacionais, como a Resolução CSJT 424/2025. A medida ajuda a evitar desperdício de recursos em iniciativas incompatíveis com os padrões da Justiça do Trabalho. 

“Inovar é importante, mas sem abrir espaço para vulnerabilidades e garantindo um sistema eficiente para o usuário final”, disse. Ele acrescentou que o papel do CSJT, nesse âmbito, é exercer uma “supervisão de apoio”, baseada na escuta ativa dos tribunais e no suporte à implementação de procedimentos técnicos.

Foco no ecossistema digital

O coordenador técnico do Processo Judicial Eletrônico no CSJT, José Francisco Pereira Notaro, destacou a importância da retomada dos encontros presenciais com as equipes de tecnologia dos TRTs e explicou que esta edição prioriza o ambiente tecnológico que sustenta o sistema, incluindo arquitetura em nuvem, ferramentas de segurança e esteiras de desenvolvimento.

De acordo com o servidor, o encontro deixou de tratar apenas das funcionalidades do PJe para discutir também os sistemas e tecnologias que garantem seu funcionamento seguro. Ele adiantou que o uso institucional de inteligência artificial no sistema já está em discussão e deve ganhar mais espaço nas próximas edições do encontro.

“A gente tirou um pouco o foco das funcionalidades do PJe e direcionou mais atenção ao ecossistema ao redor dele, como segurança e esteira de desenvolvimento”, explicou.

Troca de experiências

Além dos debates técnicos da área de tecnologia, os participantes têm destacado o valor da integração presencial para o aprimoramento dos serviços da Justiça do Trabalho. Para o servidor André Luís da Silva Solino, do TRT da 21ª Região (RN), o principal diferencial do evento está na troca de experiências. 
“Na conversa de corredor, por exemplo, muitas vezes conhecemos iniciativas de outros tribunais que ajudam a resolver nossos próprios problemas”, disse. “Esse tipo de contato só o formato presencial propicia”, completou.

A sintonia com a inovação também foi apontada por Gustavo Rezende de Montecino, do TRT da 2ª Região (SP). Ele ressaltou que as discussões sobre migração para a nuvem e adoção de padrões modernos de software são urgentes. “O mercado se move muito rápido, e é importante nos mantermos alinhados a essas novidades.”

Para Bruno Lins Alves, do TRT da 20ª Região (SE), o fato de o PJe ser a principal porta de entrada do cidadão na Justiça do Trabalho exige soluções construídas coletivamente. “Isso torna indispensável o aperfeiçoamento conjunto da prestação jurisdicional”, concluiu.

(Fernanda Duarte/AJ)


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